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Sua marca foi cancelada na internet. E agora?

Sua marca foi cancelada na internet. E agora?

Ninguém está ileso. Nem mesmo a sua marca. A Cultura do Cancelamento tem se tornado cada vez mais comum. O motivo? As pessoas (72%) se sentem mais capacitadas para compartilharem as suas opiniões sobre as empresas na internet. Para dar esse feedback, a maioria dos internautas (64%) usam as redes sociais. O cancelamento na internet trata-se de um boicote, seja de pessoa física ou pessoa jurídica. Isso acontece porque as pessoas e as marcas agiram de maneira considerada errada para o público cancelador.

POR QUE AS PESSOAS CANCELAM?

Tudo o que os seres humanos fazem entra para o sistema emocional. Isso significa que, “as pessoas se conectam emocionalmente com as marcas que mais acertam em suas estratégias midiáticas e comunicacionais que vão de acordo com as preferências delas”. Quando isso não acontece — e as empresas fazem algo capaz de afetar negativamente o emocional — as pessoas, muitas vezes, pelo impulso, cancelam. O motivo? Tendemos a guardar muito mais uma memória negativa do que a positiva, por uma questão natural da nossa evolução como espécie. E os principais motivos para o cancelamento? Violações de compliance ESG, racismo ou tratamento inadequados de minorias. Os temas que mais motivam o cancelamento das empresas são: 70% justiça racial, 69% falta de direitos da mulher, 68% quebra de protocolos da covid-19, 61% imigração, 57% mudanças climáticas e meio ambiente, 57% LBGTQ+, 57% religião e 54% política.

POR QUE O CANCELAMENTO É RUIM PARA AS EMPRESAS?

O cancelamento é ruim para as marcas porque traz risco de perda de valor. De imediato, a perda de clientes, seguidores ou fãs e uma ameaça real de destruição da reputação da empresa ou de um executivo. São precisos 20 anos para se construir uma reputação e bastam 5 minutos para ser destruída.

COMO EVITAR O CANCELAMENTO?

Marcas mais sensíveis devem ouvir as redes sociais mais cuidadosamente com relação a temas suscetíveis de se contraporem opiniões de movimentos ou grupos, manterem permanente monitoramento de sentimentos nas redes sociais. Uma boa alternativa é criar uma estratégia de gerenciamento de reputação on-line.

O QUE FAZER SE A SUA MARCA FOI CANCELADA?

O primeiro passo é agir rapidamente. O silêncio não é uma boa saída. Cerca de 79% dos respondentes da pesquisa Business of Cancel Culture Study 2021 disseram que descancelariam uma marca se ela se desculpasse e se comprometesse a fazer mudanças. Mas não apenas. 40% dos respondentes afirmaram que as empresas precisam criar programas e políticas internas sobre o assunto para realizarem, de fato, mudanças.

As grandes empresas têm agido de forma parecida. Em 2020, por exemplo, a Avon demitiu uma executiva que havia sido indiciada por manter uma mulher de 61 anos em condição análoga à escravidão. Na época, o assunto repercutiu nos sites de notícias e nas redes sociais. Também no ano passado, o Magazine Luiza foi alvo na internet por fazer um programa de trainee exclusivo para negros. Na época, a Lu, influenciadora virtual da marca, se manifestou nas redes sobre a legalidade e a intenção do programa de aumentar a representatividade negra na liderança.

Fonte: Startse (16jul21)

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